Convidei ele para entrar; então me mostrou as perguntas que ele não havia conseguido responder - eram duas - : 1°- Qual a sensação que as pessoas sentem quando olham nos olhos do seu sexo oposto que se sentem atraídos? Cite uma situação real. 2° - O beijo na boca causa mudanças internas e externas. Cite o que acontece no organismo e as sensações externas causadas por este. Cite uma situação real.
Tudo bem, mas ele já havia respondido a parte teórica das perguntas, mas apenas a parte prática que faltava. Então fiquei desconfiada, e pergunte i à ele porque ele me pediu ajuda para essa parte, era simples : só pegar um casal de namorados e perguntar à eles. Então ele sorriu e me disse : fique em silêncio um minuto, só me olha. Novamente fiquei sem reação, nem ao menos disse que não, só olhei e fui viajando no brilho dos olhos dele. E ele retribuía sorrindo. Depois de alguns minutos ele desviou e começou a escrever. Meio tonta ainda, só observei. Ele se aproximou e me disse : agora só falta responder a segunda. Eu só lembro de quando ele se aproximou e me beijou.
Aquilo foi uma das melhores sensações que eu já havia sentido na minha vida, ele foi me envolvendo nos seus braços, o mundo poderia acabar naquele momento, que eu estaria feliz. Mas, espera! Eu não era aquela menina! A menina que eu conhecia e me dizia ser eu detestava aquele menino, e era cheia de regras e princípios. Mas aquela menina que eu via agora era uma garota apaixonada e que estava beijando o garoto que amava. Foi só aí que eu descobri a resposta para as minhas perguntas: eu estava apaixonada pelo Raul.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Capítulo 6
Acho que pela primeira vez na minha vida eu havia ficado tão confusa. Era uma sensação estranha. Perguntas que eu formulava em minha mente: por que eu estava daquela forma? Eu definitivamente não era assim. Fiquei pensando e tentando achar um motivo para aquele comportamento anormal, até que de repente a campainha tocou. Mas eu não esperava visitas, e para piorar já era noite e eu estava sozinha em casa. Estava morrendo de medo de atender, mas fui. Para a minha surpresa, um menino alto, com um sorriso se projetou na minha frente: era o Raul. Fiquei meio encabulada e perguntei o que ele fazia à essa hora na minha casa. Ele carinhosamente me respondeu que não estava conseguindo achar a resposta para uma das perguntas formuladas pela Juh, e queria a minha ajuda. Eu interroguei-o dizendo porque ele não ia falar com ela. Ele me respondeu que achava que seria melhor falar comigo, que era mais simpática.
Nesse momento ele abriu um sorriso, e disse : e então ? Você pode me ajudar ou não ? Não sei o que me deu mas novamente fiquei sem reação. Ele teve de me chacoalhar para que eu caísse na real, e dissesse que claro que poderia ajudá-lo, já que a nota não seria só dele, e sim do grupo ao todo.
Nesse momento ele abriu um sorriso, e disse : e então ? Você pode me ajudar ou não ? Não sei o que me deu mas novamente fiquei sem reação. Ele teve de me chacoalhar para que eu caísse na real, e dissesse que claro que poderia ajudá-lo, já que a nota não seria só dele, e sim do grupo ao todo.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Capítulo 5
Já eram quatro e meia e nada do Raul aparecer. Já estávamos à ponto de ter um ataque de nervos, quando resolvemos começar o trabalho por conta própria. Não deu nem ao menos cinco minutos e a campainha tocou. Juh foi logo atender; e pela cara dela, ele estava numa fria.
Na maior cara de pau, ele entrou sem pedir permissão, todo sorridente e disse logo : "vamos começar esse negócio, quanto vocês querem para fazer este trabalho sozinhas? Não tenho tempo para bricadeiras " . Eu e a Juh nos entreolhamos, não acreditando no que acabamos de ouvir. Pensei qe ela ia pular no pescoço dele, mas respirou fundo e foi logo dizendo que se ele quisesse nota mesmo ele teria que participar do trabalho,e dinheiro nenhum compra o conhecimento...eu só lembro até aí, porque de repente o Raul me olhou de um jeito que sei lá, me deixou sem reação, o mundo parou e só consegui captar o brilho dos olhos dele...não sei o que deu em mim, eu nunca tinha sentido aquilo antes. Uma sensação estranha que tomou conta de mim. De repente, parece que acordei daquela sessão de hipnose com a Judith me chamando para iniciarmos o trabalho.
Durante o percurso, burburei no ouvido da Juh qual foi o acordo em que eles entraram , porque o Raul continuava lá conosco, e ela ásperamente me respondeu : " você não ouviu a conversa ?Puxa miga você tá viajando ou o quê? Hoje está extremamente difícil conversar com você! Bom irei repetir pela última vez: ele decidiu continuar, com a condição de que nunca mais irá se atrasar e fará a parte determinada à ele. Bom pessoal, agora mãos à obra, o tema que saiu no sorteio para nós, para os lunáticos e desinformados, são as sensações causadas pelos sentimentos. O que eles mudam e causam no nosso organismo e se pdem levar à problemas externos.
Quando eu ouvi o tema fiquei meio encabulada, nunca tinha visto um tema de trabalho tão estranho, mas tudo bem. Nesse dia apenas dividimos as partes do trabalho entre nós e cmbinamos o próximo dia que nos encontraríamos para discutir o trabalho e juntar as partes que cada um ficou de pesquisar. Entçao fomos embora, cada um para sua casa, mas o meu pensamento estava bem longe da minha residência.
Capítulo 4
Ao final da aula como de costume, eu e Juh fomos embora juntas. Ela começou a fazer perguntas estranhas do tipo: aonde você estava com a cabeça naquela hora que o Raul falou com você ? Só faltava você babar, sem bricadeira. O quê você sentiu naquele momento? Você sente alguma coisa por ele e nunca me contou? Mas o meu pensamento estava bem longe dali. Ainda estava tentando entender o motivo de eu ter ficado daquele jeito, mas não achava uma forma de explicar isso. Não. Eu não poderia sentir nada por ele! Ele era insuportável! Ele era inescrupuloso!Ele era...Só fui paralizada pelo beliscão que tomei da Juh me perguntando onde eu estava e se tinha ouvido tudo o que ela tinha dito. Eu disse que sim, mas na realidade não tinha prestado atenção em nada. Nos despedimos e combinamos que três e meia eu iria até a casa dela.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Capítulo 3 - a notícia
Simplesmente o garoto entrou em choque, ficou paralisado. Poxa é só um trabalho! Nem eu nem a Judith mordemos ou somos maníacas! Mas ele precisava ficar daquele jeito, precisava dar aquele showzinho ridículo, só pra chamar a atenção. Ele só sussegou mesmo depois que a professora Marilza disse à ele que se ele não fizesse o trabalho conosco, ele ficaria de DP com ela, e ele já estava ferrado em outras matérias e não queria piorar a sua situação, então encerrou os seus comentários vindo me perguntar a que horas ele passaria na minha casa para começarmos as pesquisas.
Nesse momento eu não sei o que aconteceu comigo, mas me subiu um calafrio da medula espinhal até o meu mais externo fio de cabelo, e percebi que havia ficado vermelha. Ah, isso foi o sulficiente para a sala toda cair na gargalhada. E o pior de tudo, dessa vez fiquei sem reação, sem pensamento...
Acho que só depois de uns 4 minutos me recompus e disse que começaríamos às quatro horas na casa da Judith.
Capítulo 2
Tudo começa em um dia que estávamos na aula de laboratório de biologia com a professora Mariza - que modéstia a parte era um pouco fora dos parâmetros normais - nisso estava tudo normal, até que ela tocou num assunto pouco apreciado pela minha pessoa : um trabalho em grupo. Era a coisa que eu mais detestava no mundo. Dessa vez a louca - que ela não leia isso - exigiu que o trabalho fosse executado por três pessoas, nem mais e nem menos. Tentei até argumentar que faria em dupla com a Juh, mas não teve argumentos que me abrisse uma excessão para nós. E como de costume ninguém nos escolheu, e o que sobrou para nós foi simplesmente o garoto mais bonito e mais popular do segundo ano - e porventura o mais insuportável - , o Raul. Ele havia faltado, por isso foi parar no grupo das excluídas, porque se não fosse por esse impecílio ele certamente já teria montado o seu próprio grupo.
Ao caminho de casa depois do colégio, eu e a Juh discutíamos quem iria dar esta notícia ao pirralho - como se a escola toda não fosse o alertar no dia seguinte, dãã -, e como não entramos em um acordo universal tiramos na sorte. E como nunca tive sorte nem no amor e muito menos no jogo, quando tiramos o cara ou coroa numa melhor de cinco perdi todas e a bomba caiu em minhas mãos. Eu tinha que alertar o Raul de que ele teria de fazer o trabalho conosco.
Capítulo 1
Bom, o amor nos requer sacrifícios, mas nem sempre eles são para o nosso bem. Foi isso que aconteceu comigo. Se eu pudesse voltar no tempo e reparar todos os erros que eu cometi não precisaria estar aqui agora. Minha história se resume nisso.
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Eu era apenas uma garota com 16 anos em plena flor da adolescência. Estudava no 2° ano do ensino médio numa escola secundária próxima a minha casa. Até então tudo normal. Aí que vem o engano!Eu era a isolada da minha sala, a famosa "nerd" como todos dizem; não tinha amigos - com excessão da Judith, a emo da sala - , eu era um zero à esquerda. Mas pra mim não importava, ser popular não era o meu objetivo na escola,e sim estudar.
Mas eu tinha meus próprios meios de diversão, e eles eram bem mais proveitosos do que ficar aos amassos nos cantos do corredor ou ficar torcendo para aqueles bunda-moles do time de futebol. Eu jogava xadrez. Sim eu confesso é um tanto estranho, mas me fazia sentir bem. Era a capitã do time nesse ano, e não poderia desonrar esta responsabilidade que foi posta em mim. Puxa, eu passava tardes maravilhosas estudando partidas históricas entre grandes mestres mundiais. Bom, mas não é este o foco da conversa. Contei um pouco de mim e o que fazia, agora vem realmente o motivo de eu estar escrevendo isto.
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